Junec – Alegria Espiritual

“Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4.4). A palavra alegria é sinônima de contentamento, regozijo, júbilo deleite e gozo. Esse “prazer moral”, como é tecnicamente definido, normalmente é motivado por alguma ocorrência feliz ou agradável, como por exemplo, a fartura de alimentos ou a conquista de bens materiais. A Bíblia, porém nos diz que a alegria do cristão não pode estar baseada somente nisso (Sl 4.7). Deus deve ser a fonte da nossa alegria, porque da comunhão com Ele deriva toda espécie de bons sentimentos (ex: paz, amor), principalmente a alegria. Paulo repete o que havia escrito (3.1) dizendo: “Alegrai-vos sempre no Senhor, outra vez digo: alegrai-vos” (Fp 4.4). Deus não quer que vivamos tristes, por isso Ele mesmo é o motivo e a razão da nossa alegria. O verbo grego (“chaireste” de “chara”) alegrar-se, regozijar-se está conjugado no imperativo presente, e fala de uma ação habitual e continua. Portanto, deixar de nos alegrar em Cristo é pecado. Notamos que o mandamento da alegria deve ser cumprindo “sempre”, ou em qualquer situação. É verdade que a Bíblia diz que “há tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de saltar de alegria” (Ec 3.4), e também que “…ao anoitecer, pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5). Apesar de tudo isso, cumprimos o mandamento de estar alegre, não apenas com um sorriso forçado nos lábios, mas por meio da nossa completa satisfação e prazer em Cristo, porque o mandamento é para nos “alegrar no SENHOR”. Depois de ordenar o mandamento de nos alegrar sempre no Senhor (Fp 4.4), Paulo diz que aprendeu “a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.11). Sem dúvida essa postura (de viver alegre) depende do desenvolvimento da nossa espiritualidade ou maturidade espiritual. Por exemplo, nos versos 6 e 7, o apóstolo ensina-nos a entregar a Deus toda ansiedade, pois é dela que deriva o medo, a dúvida, a incredulidade e sobretudo, a tristeza. Quando somos assaltados pela tristeza a Bíblia diz o que devemos fazer: “Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores” (Tg 5.13 – ARC). A oração nos aproxima de Deus e Nele recobramos a alegria. Jeremias se cansou de lamentar a derrota de Judá, então resolveu fazer o seguinte: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21). Ele renova a sua alegria nas fieis e imutáveis promessas de Deus. Uma vida cheia do Espírito (Ef 5.18), é marcada por um viver alegre, porque esse estado de espírito está entre as características do “fruto do Espírito” (Gl 5.22). Carnalidade, mundanismo é o contrário exato de vida santificada e são essas coisas que entristecem o Espirito de Deus que vive em nós (Ef 4.30). Descuidar dos deveres espirituais como orar, ler e meditar nas Escrituras e congregar regularmente, nos distância de Deus que é a nossa fonte de alegria e prazer (Is 61.10). Portanto, viver alegre é uma escolha que fazemos com base nas promessas de Deus. Na certeza de que no final tudo vai dar certo (Rm 8.28). Em última análise é Cristo quem nos faz alegres e não as circunstâncias favoráveis. Os discípulos voltaram esfuziantes, animados da missão evangelizadora que Jesus lhes deu, em razão da autoridade que eles receberam para curar e expulsar demônios, mas o Senhor lhes disse: “…alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus” (Lc 10.20). Vamos nos treinar (aprender) para vivermos sempre alegres no Senhor, aprofundando cada vez mais a nossa espiritualidade em Deus, porque isso depende mais de fé do que de sentimento.

Pr. Walter Bastos/ Diretor da Junec; (08112016);