CONVENÇÃO ESTADUAL TOCANTINS 2026

A XIII Convenção das Igrejas O Brasil para Cristo do Estado do Tocantins aconteceu nos dias 9, 10 e 11 de outubro de 2026, na cidade de Anápolis-GO, no Centro de Convenções OBPC, contando com a presença de pastores, obreiros e membros das igrejas OBPC do Tocantins, de Anápolis e de Itapuranga-GO.
Foram três dias de ministrações edificantes, testemunhos impactantes e renovação do compromisso de fazer a obra do Senhor de acordo com a vontade Dele.
O pastor Jobson Piliciê, da cidade de Araguaçu-TO, ministrou na sexta-feira à noite sobre a oração e a intimidade com Deus. Fundamentado em Isaías 38:1-9, destacou que a oração pode transformar situações, sentenças e circunstâncias, e que ela é o oxigênio e o combustível da vida cristã. Enfatizou que não importa apenas o que se fala na oração, mas com quem se fala. Pastores e obreiros precisam cultivar uma vida contínua de oração, compreendendo que orar não é uma atividade ocasional, mas uma necessidade permanente de comunhão com Deus. Recordou, ainda, a experiência do rei Ezequias, cuja oração produziu respostas extraordinárias: Deus o ouviu, viu suas lágrimas, acrescentou quinze anos à sua vida e lhe garantiu livramento e proteção.
Pastor Ueslei Rodrigues, recém-empossado como presidente do campo de Itapuranga-GO, ministrou na primeira plenária do sábado pela manhã sobre o desafio de fazer e viver o NOVO. Ele apresentou um forte testemunho sobre como Deus o trouxe de volta de Portugal para prepará-lo para assumir o campo da OBPC Nova Aliança, em Itapuranga-GO. Destacou que quem põe a mão no arado não pode ter medo de viver tempos de comparação. Pastores e obreiros precisam ter consciência de que as batalhas e os desafios se sucedem e, muitas vezes, são concomitantes, mas servem para que a glória de Deus se manifeste por meio da vida e do ministério de cada um. Ressaltou que os planos de Deus não são limitados pelas perspectivas humanas e que, para viver o novo, é necessário superar as próprias limitações, compreender os processos e reconhecer que o resultado da obra pertence a Deus.
Pastor Rafael do Vale, na segunda plenária do sábado pela manhã, ministrou sobre a diferença entre vontade, chamado e disponibilidade. Destacou que querer, desejar e ser chamado não são a mesma coisa, pois muitos são chamados, mas nem todos estão disponíveis para cumprir o propósito de Deus. Fundamentando sua reflexão na experiência de Gideão, lembrou que Deus não escolhe seus servos de acordo com os critérios humanos e que a pessoa chamada precisa compreender que o poder para realizar a obra não está em suas próprias capacidades, mas no Senhor. Ressaltou que os chamados são diferentes e que Deus levanta pessoas para diferentes responsabilidades, mas que todos precisam estar dispostos a obedecer. Enfatizou, ainda, que a vontade humana precisa se submeter à direção divina, pois não basta desejar realizar a obra: é necessário estar disponível para aquilo que Deus determinou.
Durante a programação, o pastor Cláudio Góes, presidente do campo de Anápolis, conduziu momentos de louvor e adoração, além de apresentar considerações sobre os desafios e as responsabilidades da Convenção. Também houve manifestações de gratidão pela oportunidade de comunhão entre os convencionais e pelo trabalho desenvolvido nas igrejas do Tocantins.
Pastor Ronaldo Rampaso trouxe importantes reflexões sobre a identidade, o compromisso e a responsabilidade ministerial. Destacou que a OBPC possui uma identidade própria e que não precisa copiar práticas de outros ministérios para cumprir sua missão. Enfatizou que os obreiros não devem se preocupar em competir ou comparar seus trabalhos com os de outras igrejas, mas em permanecer fiéis ao propósito para o qual foram chamados. Reafirmou que a visão da igreja é ganhar o Brasil e o mundo para Cristo e que, para isso, é necessário abraçar a identidade da denominação e realizar a obra com fidelidade.
Na noite de sábado, o culto foi marcado por momentos de oração, louvor e manifestações de gratidão. O pastor Osvaldo do Vale, presidente da Convenção, compartilhou preocupações relacionadas à estrutura e ao funcionamento dos serviços do Centro de Convenções, ressaltando a importância de buscar soluções e continuar avançando na organização do trabalho convencional.
Diversos convencionais tiveram a oportunidade de compartilhar testemunhos, palavras de gratidão e experiências ministeriais, evidenciando a importância da unidade, da cooperação e do fortalecimento dos vínculos entre as igrejas.
Fundamentado em Mateus 8:23-27, o pastor Ronaldo Rampaso ministrou uma poderosa mensagem, salientando que a segurança e a garantia não estão no barco, mas na presença de Jesus. Ensinou que o segredo para vencer as tempestades não está em dominar as circunstâncias, mas em confiar naquele que tem poder sobre elas. Ressaltou que Jesus nem sempre impede a tempestade, mas se levanta no meio dela e manifesta seu poder, trazendo esperança e fortalecendo a fé daqueles que confiam Nele. Assim, não se deve confiar nas habilidades, capacidades e nos recursos humanos, mas na graça salvadora de Cristo.
No domingo, dia 11 de outubro, a programação teve início às 8h30, com uma poderosa oração e ministração de louvores.
O pastor Adeir Martins ministrou a primeira plenária, fundamentada em Gênesis 34 e 35, destacando a necessidade de obedecer às orientações de Deus e compreender os processos de transformação espiritual. A partir da experiência de Jacó, ensinou que há momentos em que Deus ordena uma mudança de direção, exigindo posicionamento, renúncia e compromisso. Destacou quatro atitudes fundamentais: levantar-se e mudar-se para Betel, lugar de encontro com Deus; estabelecer um altar de adoração; retirar os deuses estranhos, abandonando aquilo que impede uma vida de santidade; e obedecer à direção divina, confiando na proteção e na provisão do Senhor.
Enfatizou que Betel é lugar de adoração, de intimidade com Deus e de transformação, e não apenas um lugar de visitação. A mensagem trouxe uma convocação à renovação espiritual, à santificação e ao compromisso de colocar Deus no centro da vida pessoal, familiar e ministerial.
Na segunda plenária do domingo, o pastor Ronaldo Rampaso ministrou com base em João 12:1-6, refletindo sobre a experiência de Judas e os perigos de uma vida ministerial marcada pela aparência, pela falta de compromisso e pela ausência de transformação interior.
Destacou que uma pessoa pode estar próxima das coisas sagradas e, ainda assim, não desenvolver um verdadeiro relacionamento com Deus. Ressaltou que o tempo de convivência com a igreja e a participação nas atividades ministeriais não substituem a necessidade de conhecer profundamente o Senhor e permitir que Ele transforme o caráter.
Ensinou que Deus trabalha por etapas e que cada fase possui um propósito: o preparo, a correção, o cuidado, o crescimento e o amadurecimento. Alertou que tentar antecipar processos ou rejeitar as etapas estabelecidas por Deus pode produzir consequências que acompanham a pessoa por muitos anos e/ou por toda a vida.
A ministração também ressaltou que nem sempre compreendemos as ações de Deus, pois
Ele realiza sua obra de acordo com seus próprios propósitos e no tempo que determina. Conhecer a Deus é um processo contínuo, que exige compromisso, obediência e disposição para aprender diariamente.
Durante a Assembleia, foram apresentados testemunhos de transformação, relatos de experiências ministeriais e manifestações de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido nas igrejas do Tocantins.
A XIII Assembleia Geral foi encerrada em um ambiente de gratidão, comunhão e renovação espiritual, deixando aos convencionais importantes ensinamentos sobre oração, obediência, identidade ministerial, santificação, perseverança, responsabilidade e disponibilidade para cumprir a vontade de Deus.
Mais do que um encontro convencional, foram três dias de fortalecimento da fé e de reafirmação do compromisso de servir ao Senhor, preservar a identidade das Igrejas O Brasil para Cristo e continuar trabalhando para que o Evangelho alcance vidas, famílias e comunidades em todo o Tocantins e além de suas fronteiras.


